04/07/2026
Há muito tempo que o teu corpo te chama.
Não com palavras, mas através da respiração que prende, do peito que aperta, do nó na garganta, do peso nos ombros, do silêncio que nem sempre sabes explicar.
E, ainda assim, continuas.
Até ao dia em que decides parar.
E respiras.
Escutas.
Quando a respiração se torna contínua e consciente, algo começa a mover-se. Não porque precises de procurar, mas porque o corpo reconhece o espaço para se revelar.
Camadas que pareciam adormecidas despertam. Sensações esquecidas voltam a ser sentidas.
Emoções que esperavam apenas presença encontram, finalmente, um caminho.
Não é a mente que conduz este encontro.
É o corpo.
Esse lugar onde a tua história continua viva. Onde ficaram guardadas experiências, formas de te protegeres, partes de ti que, por algum motivo, precisaram de se esconder.
Respiração após respiração, vais regressando.
Não a uma versão melhor de ti.
Mas a uma versão mais inteira. Mais viva.
Há uma inteligência silenciosa no corpo que não precisa de explicar para ser compreendida.
Quando deixamos de lhe pedir respostas e começamos apenas a escutá-lo, ele oferece-nos aquilo de que mais sentimos falta: a possibilidade de voltar a habitar-nos.
E, nesse regresso, há um momento em que percebes que não estavas perdida.
Estavas apenas distante.
💫 No encontro com o teu corpo, tens notícias tuas.
E talvez sejam as mais importantes que alguma vez vais receber.
________________As notícias chegam sempre de um lugar onde existe vida _________________________
Com amor
Inês