19/01/2026
Antes de qualquer número, de qualquer nota e de qualquer estatística, começo celebrando vocês. Muitos alcançaram resultados lindos na redação do Enem — frutos de esforço, de disciplina, de noites cansadas, de reescritas infinitas e de coragem de acreditar em si mesmos. Cada boa nota representa muito mais do que desempenho: representa amadurecimento, persistência e crescimento. Tenho imenso orgulho de cada conquista!
Mas sei que nem todos receberam o resultado que esperavam. E é principalmente a vocês que quero me dirigir agora.
A frustração dói. A decepção pesa. E, muitas vezes, a nota parece gritar o que não é verdade: que faltou capacidade, inteligência ou preparo. Quero que vocês saibam, com toda a clareza possível, que isso não define quem vocês são. Eu, como parceira de jornada, conheço e celebro o potencial de vocês!
Este ano, mais do que nunca, a correção da redação mostrou-se pouco transparente.
Por isso, é preciso dizer com responsabilidade e honestidade: um resultado abaixo do esperado não é reflexo da incompetência do aluno — mas das falhas de um sistema que há muito precisa de reformulação.
Vocês não desaprenderam a escrever.
Vocês não regrediram.
Vocês não são menos capazes.
Escrita é construção, é processo, é voz. E nenhuma correção — especialmente uma correção opaca — tem o poder de apagar tudo o que vocês desenvolveram ao longo do caminho.
Sigam confiando em si mesmos. Sigam acreditando. Eu seguirei orgulhosa e convicta de que VAI DAR CERTO!