12/03/2026
Há encontros que são também gestos de construção de futuro.
Em 04/03/26, a .brasileira, o e o reuniram para um dia de
imersão no fazer cinematográfico e na reflexão sobre aquilo que sustenta a existência das
imagens: o arquivo, a preservação e a memória.
A programação começou com uma apresentação detalhada das diferentes áreas de atuação da
Cinemateca — difusão, documentação e pesquisa, conservação e restauro, preservação,
filmografia e catalogação — revelando o trabalho silencioso e essencial que sustenta a
memória audiovisual do país.
Na sequência, assistimos ao filme A Hora da Estrela, dirigido por Suzana Amaral a partir da
obra homônima de Clarice Lispector. Obra passou pela cuidadosa transposição de seu registro
físico para uma versão 4K.
Após a sessão, uma conversa aberta aproximou diferentes camadas da experiência
cinematográfica: memória e estética, imagem e discurso, literatura e cinema. A mediação foi
conduzida por , dramaturgo, mestre em literatura e integrante da curadoria e do núcleo editorial do festival ENTRETODOS, que conduziu o diálogo em torno das possibilidades de leitura da obra e das formas de construção da experiência de humanidade presentes no filme.
A aproximação entre Cinemateca, IFSP e ENTRETODOS também aponta para um horizonte
comum: imaginar e construir, a partir da presença dos Institutos Federais e seus territórios, uma
ação ampla de busca, acolhimento e preservação da memória audiovisual brasileira.
Um movimento capaz de aproximar estudantes e professores do patrimônio cinematográfico do
país, mobilizar profissionais do audiovisual e áreas afins e contribuir para a formação de
mediadores, realizadores e espectadores com repertório crítico.
(Continua nos comentários)