30/04/2026
A chamada “extinção” é um processo que ocorre quando há uma ruptura entre o comportamento e a consequência que o mantinha (que o reforçava).
Esta ruptura é inevitável quando desejamos modificar a emissão de determinado comportamento mas, nunca deve ser utilizada como uma estratégia isoladamente devido aos “efeitos colaterais” deste processo:
1. Quando usada de forma isolada, o comportamento pode se agravar antes de diminuir. Ele pode aumentar em frequência, intensidade e, até mesmo, mudar a forma (topografia). Por exemplo: o aprendiz apenas chorava e, diante da ruptura da apresentação da consequência reforçadora, agora ele chora mais alto, por mais tempo e começa a se jogar no chão.
2. Devido a variação comportamental apresentada e contextos emocionais e sociais, é muito desafiador para as pessoas que convivem com o aprendiz sustentar a situação até que ele cesse os comportamentos.
Muitas vezes, apresentam a consequência reforçadora no auge da variação comportamental e, dessa forma, o aprendiz entende que o comportamento inicial não funciona mais, mas que se emitir por mais tempo, com mais intensidade ou variar, funciona.
E, na próxima situação semelhante, irá iniciar a partir desse novo aprendizado.
3. Há o surgimento de respostas emocionais negativas: a ausência da consequência reforçadora é incompreendida e torna-se aversiva pois, se antes funcionava, porque agora não funciona mais? Há aumento da irritabilidade, choro e agressividade.
4. Nem todo comportamento deve ser colocado em extinção. Antes de tentar reduzir, é essencial entender a função daquele comportamento. Sem isso, a tentativa pode não funcionar.
Portanto, é essencial que haja estratégias comportamentais que favoreçam a redução dos comportamentos interferentes e o ensino de habilidades alternativas que sejam assertivas. Este “combo” é o que irá minimizar os efeitos colaterais do processo de extinção.