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Le Monde Diplomatique Brasil Informação é importante. Análise é fundamental. Le Monde Diplomatique Brasil

Na edição original do Le Monde Diplomatique têm destaque a análise das tendências internacionais mais relevantes, a crítica da globalização neoliberal, o debate das alternativas, temas emergentes relacionados à cultura, mídia, filosofia, literatura, artes e cinema. A edição brasileira beneficia-se também de análises vindas de fora, não apenas da França como das demais edições do jornal. É importante ressaltar que não se trata de uma publicação noticiosa, voltada à cobertura dos fatos correntes, mas de uma publicação reflexiva, que busca identificar, para além dos fatos, os cenários maiores que lhes conferem sentido e inteligibilidade.

Diplô Online | ADESTRAMENTO E VIGILÂNCIAA educação integral pernambucana virou marca, um produto político que promete in...
13/10/2026

Diplô Online | ADESTRAMENTO E VIGILÂNCIA

A educação integral pernambucana virou marca, um produto político que promete inovação e protagonismo enquanto encobre a precariedade material das escolas: salas superlotadas, calor, falta de recursos básicos e tempo escolar ampliado sem ampliação de espaço.

Professor da rede pública, Rick Afonso-Rocha mistura memória pessoal e análise crítica. Ele lê a tese de Paulo Dutra como “cartilha política” e argumenta que a ampliação da jornada pode operar como controle integral, formando sujeitos responsabilizados pela própria precariedade. O texto trata também do trabalho docente não remunerado e de sua dimensão de gênero.

Quando a escola vira vitrine, a pergunta é o que aconteceu com as condições de quem estuda e de quem ensina.

👉 Leia o texto completo: https://diplomatique.org.br/o-projeto-politico-de-educacao-integral-em-pernambuco-como-modelo-da-miseria-neoliberal/
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✍️: Rick Afonso-Rocha é doutor e mestre em Letras (UESC), advogado, licenciado em Letras e pedagogo, e professor de Língua Portuguesa da rede estadual da Paraíba.
📸: Crédito: Prefeitura de Olinda/Flickr

Diplô Online | EDUCAÇÃOO Brasil tem 96 escolas efetivamente militares, ligadas a policiais, bombeiros e Forças Armadas, ...
13/10/2026

Diplô Online | EDUCAÇÃO

O Brasil tem 96 escolas efetivamente militares, ligadas a policiais, bombeiros e Forças Armadas, e 330 que apenas adotam o nome e imitam o quartel. Estas integram os sistemas de ensino e são financiadas com verbas da educação, mas perdem parte do poder decisório sobre a própria rede.

O pesquisador Fernando Cássio mostra que o problema vai além do “cabide de emprego”. Há reserva de vagas para filhos de militares, processos seletivos e infraestrutura melhor que a das demais escolas. No Maranhão, em municípios pequenos, a matrícula militarizada ultrapassa 50% do total nos Anos Finais.

Chamar escola pública de “militar” é uma forma de livrá-la do escrutínio público.

👉 Leia o texto completo: https://diplomatique.org.br/escolas-fake-militares-e-a-militarizacao-como-privatizacao/
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✍️: Fernando Cássio é professor da Faculdade de Educação da USP e integra a Rede Escola Pública e Universidade (REPU), a Articulação contra o Ultraconservadorismo na Educação e o comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
📸: Crédito: Andpantanal/Wikimedia Commons

⚔️ Edição de outubro | ATAQUES, DETENÇÕES E PERSEGUIÇÃOMenos letal que a devastação de Gaza, mas cada vez mais violento,...
12/10/2026

⚔️ Edição de outubro | ATAQUES, DETENÇÕES E PERSEGUIÇÃO

Menos letal que a devastação de Gaza, mas cada vez mais violento, um conflito ameaça incendiar a margem ocidental do Rio Jordão. Habitantes de colônias israelenses ilegais se apropriam de bens palestinos ou os destroem.

Amira Hass mostra, a partir de casos como o dos irmãos Hamayel, em Ramallah, como essa política de desapropriação conta com o apoio ativo das autoridades de Tel Aviv e como, em território ocupado, todo palestino é um alvo.

[https://diplomatique.org.br/terror-colonial-na-cisjordania/]
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✍️ Amira Hass, jornalista radicada em Ramallah, Cisjordânia
📸 Mohammed Ibrahim/Unsplash

Diplô Online | SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONALEm uma ordem internacional mais plural, a cooperação entre Brasil e Chin...
12/10/2026

Diplô Online | SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL

Em uma ordem internacional mais plural, a cooperação entre Brasil e China mostra que o deslocamento dos centros de poder também passa pela circulação de políticas públicas, pela produção de conhecimento e pela formação de novas capacidades científicas.

O texto parte da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada na presidência brasileira do G20, e apresenta o projeto de cooperação entre UFRGS e MDS. Comparar trajetórias tão distintas não significa transplantar modelos. A pergunta é o que converge e o que resiste à transferência.

Experiências formuladas no Sul deixam de ser apenas objeto de intervenção e passam a ser também fonte de aprendizado.

👉 Leia o texto completo: https://diplomatique.org.br/brasil-china-e-a-nova-geografia-do-combate-a-fome-e-alivio-da-pobreza/
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✍️: Ângelo Belletti, Bernardo Calheiros, Bruna Vanazzi, Cátia Grisa, Giuliana Cadorin, Pedro Bazanelli, Pedro Dias e Sergio Schneider integram o projeto “Boas Práticas em Políticas Públicas de Combate à Fome e Alívio da Pobreza entre Brasil e China” (UFRGS/MDS). Cátia Grisa e Sergio Schneider são professores da UFRGS.
📸: Crédito: Ricardo Stuckert/PR

Poder e Sociedade | O ROTEIRO DE GILEADO Brasil não é Gilead, a sociedade de O conto da aia. Mas a comparação ajuda a ex...
12/10/2026

Poder e Sociedade | O ROTEIRO DE GILEAD

O Brasil não é Gilead, a sociedade de O conto da aia. Mas a comparação ajuda a examinar uma operação política: apresentar a retirada de direitos como condição para preservar a sociedade. Defesa da infância, dos valores, da vida ou combate à criminalidade são finalidades legítimas, e por isso mesmo exigem exame.

A autora parte do PL 1904/2024, que equiparava a homicídio o ab**to após 22 semanas, inclusive em casos de estupro, e cuja urgência foi aprovada em 2024. Ela discute também a presença de mulheres no Congresso e o peso da nova bancada na Câmara. Para Fernanda Macedo, a representação importa, mas não dispensa o exame do que cada mandato faz com o poder.

A democracia se enfraquece quando aceita que proteger uns exige retirar direitos de outros.

👉 Leia o texto completo: https://diplomatique.org.br/quando-restringir-direitos-se-torna-promessa-de-protecao/
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✍️: Fernanda Macedo é advogada da Gestão Kairós, pós-graduada em Ciências Criminais e Segurança Pública pela UERJ, professora da Faculdade Zumbi dos Palmares e autora de Letramento Racial nas Forças de Segurança.
📸: Crédito: Ômer Toledano/Wikimedia Commons

Diplô Online | ORDEM FUNDADA NA DESIGUALDADE E NA VIOLÊNCIADepois das ameaças sofridas pela historiadora Mary del Priore...
12/10/2026

Diplô Online | ORDEM FUNDADA NA DESIGUALDADE E NA VIOLÊNCIA

Depois das ameaças sofridas pela historiadora Mary del Priore durante a divulgação de História das mestiçagens no Brasil, a condenação da violência veio acompanhada de outra narrativa: a de que “identitários” instalados nas universidades e nos movimentos negros estariam interditando o tema.

Mas quem, afinal, é esse “identitário”? Quem enviou as mensagens? Falava em nome de alguma organização? Sem respostas, o termo funciona menos como categoria de análise e mais como personagem acusatório, em que se confundem pesquisadores, estudantes, militantes e perfis agressivos das redes.

Criticar a mestiçagem como discurso ideológico não é negar a realidade de pessoas pardas e mestiças. E nenhuma divergência intelectual autoriza a intimidação.

👉 Leia o texto completo: https://diplomatique.org.br/mesticagem-redes-sociais-e-a-fabricacao-do-inimigo-identitario/
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✍️: Maycon Dougllas é doutorando e mestre em História Social pela USP, bolsista FAPESP e membro do grupo de pesquisa Dimensões do Regime Vargas e seus desdobramentos (UERJ/CNPq).
📸: Crédito: MNBA/Banco Santos catalogue

📱Edição de outubro | BIG TECHS E EXTREMA DIREITAEm 2018, um deputado do então baixo clero, sem tempo de TV, venceu as el...
11/10/2026

📱Edição de outubro | BIG TECHS E EXTREMA DIREITA

Em 2018, um deputado do então baixo clero, sem tempo de TV, venceu as eleições de uma das maiores democracias do mundo com uma bandeira do Brasil colada na parede e vários celulares na mão. A tese de que as redes elegeram a extrema direita não é falsa, mas é incompleta.

Marina Basso Lacerda cruza a crise do capitalismo democrático com a crise da própria internet para mostrar como as duas se encontraram em 2008 e como esse encontro produziu o mundo de hoje, até o alinhamento entre as big techs e Donald Trump.

[https://diplomatique.org.br/a-historia-da-internet-e-a-historia-da-crise-recente-do-capitalismo/]
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✍️ Marina Basso Lacerda, doutora e pós-doutora em Ciência Política, pesquisadora da UnB e da USP
📸 The White House

Diplô Online | ENTREVISTAMara acorda às quatro e meia da manhã com o peso do luto e a força de quem cria três filhos soz...
11/10/2026

Diplô Online | ENTREVISTA

Mara acorda às quatro e meia da manhã com o peso do luto e a força de quem cria três filhos sozinha. Cecília desperta com a ansiedade de uma escolha que pode custar sua carreira. Mundos opostos que se cruzam no silêncio de um apartamento luxuoso.

Em conversa com Lorraine Ramos Assis, a autora Hannah Ramos fala sobre feminismo, interseccionalidade e a escrita como forma de aproximar teoria e realidade. Também comenta as influências literárias, o trabalho em escolas da Baixada Fluminense e o projeto de um segundo livro.

Ponto de Vista é um convite para olhar além da própria bolha e entender que não existe uma realidade universal sobre o que é ser mulher no Brasil.

👉 Leia o texto completo: https://diplomatique.org.br/autora-do-romance-ponto-de-vista-comenta-sobre-trajetoria-literaria-e-seu-vinculo-com-o-feminismo/
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✍️: Lorraine Ramos Assis é redatora, pesquisadora e crítica literária, mestranda em Ciência da Literatura pela UFRJ.
📸: Crédito: Divulgação

O Brasil na tela: cinema | CINEMA NEGROUm casal de mulheres negras gordas passeando de bicicleta. Uma pianista de pele r...
11/10/2026

O Brasil na tela: cinema | CINEMA NEGRO

Um casal de mulheres negras gordas passeando de bicicleta. Uma pianista de pele retinta tocando Chopin. Uma he***na cuja arma é uma agulha hacker de bordado. Para Bethania Maia, são imagens inéditas que o cinema afrodiaspórico traz à tela.

O cinema negro não tem como única função a denúncia, mas a capacidade de engendrar possibilidades de existência. Segundo o Instituto Nicho54, só 1.104 filmes foram dirigidos por pessoas negras entre 1949 e 2022, 83% deles depois de 2010. As janelas de exibição seguem bem menores que a produção.

Curar, aqui, é programar filmes como quem cura fissuras ancestrais.

👉 Leia o texto completo: https://diplomatique.org.br/curando-em-diaspora-em-busca-de-imagens-que-ainda-nao-vi/ – Link também nos stories ou no destaque [Feed de outubro]

✍️: Bethania Maia é curadora, programadora e produtora audiovisual. Cofundadora do Rastro – Festival de Cinema Documentário e da empresa Vaporosa Cultural, atua na difusão de narrativas afrodiaspóricas no Brasil e no exterior.
📸: Crédito: Divulgação

Eleições 2026: Os Donos da Mídia | ELEIÇÕES 2026O levantamento Donos da Mídia 2026, do Intervozes, identificou 45 pessoa...
11/10/2026

Eleições 2026: Os Donos da Mídia | ELEIÇÕES 2026

O levantamento Donos da Mídia 2026, do Intervozes, identificou 45 pessoas que concorrem aos governos estaduais ou ao Senado, incluindo vices e suplentes, com vínculos próprios ou familiares com emissoras de rádio e TV em 23 estados.

Embora a Constituição restrinja a participação de deputados federais e senadores em empresas concessionárias, a pesquisa registra 16 parlamentares em exercício com esses vínculos. São eles que participam das decisões sobre outorgas e renovações. Entre os cinco candidatos com os maiores patrimônios declarados, quatro aparecem no levantamento.

Na era da inteligência artificial e das redes sociais, velhas práticas de controle da mídia seguem alimentando projetos de poder familiares.

👉 Leia o texto completo: https://diplomatique.org.br/45-candidaturas-ao-senado-e-aos-governos-estaduais-tem-vinculos-com-canais-de-radio-e-tv/ – Link também nos stories ou no destaque [Feed de outubro]

✍️: Iara Moura é jornalista, mestra em comunicação e coordena a pesquisa Donos da Mídia 2026, do Intervozes.
📸: Crédito: Pedro França/Agência Senado

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