21/05/2026
Tem filmes de terror que assustam, mas “Obsessão” perturba.
Foi uma das experiências cinematográf**as mais agoniantes que eu já tive, daquelas pra ver uma vez e nunca mais!
A ideia de trazer o relacionamento tóxico pro horror é fantástica.
O filme pega vários clichês clássicos de romances obsessivos — declarações intensas, dependência emocional, necessidade de atenção, ciúme excessivo — e transforma tudo isso em algo genuinamente assustador.
A execução é muito bem feita, porque a direção inteira parece construída para causar desconforto.
Os enquadramentos, os gritos, o jeito cru como as cenas acontecem e até os silêncios fazem parecer que tudo está sempre prestes a explodir.
Não é um filme de terror preocupado com jumpscares, porque toda a atmosfera é tensa e causa aflição.
Ele quer fazer você se sentir preso naquela relação junto com os personagens.
Tem cenas aqui que são quase invasivas, e isso acaba sendo muito mais assustador do que qualquer criatura.
É uma sensação sufocante e MUITO desconfortável, desde o primeiro minuto.
E justamente por isso, por causa desse clima ameno, eu tomei um dos maiores sustos da minha vida.
Uma cena que acontece do nada e que me fez pular da cadeira.
Tem pelo menos três ou quatro momentos que eu sinceramente nunca tinha visto em nenhum outro filme de terror.
Obsessão é um daqueles filmes que acabam e te forçam a pensar neles por muito tempo.
É pesado, angustiante e extremamente cruel emocionalmente.
Mas e aí, já viram?
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