07/09/2026
Não é novidade pra ninguém aqui que tenho hiperfoco em 2ª Guerra Mundial, e sempre que aparece um filme que promete mostrar um ângulo novo desse período, eu vou atrás. Foi assim com Pressão, que conta um lado do Dia D que eu nem sabia que existia.
O filme não foca no desembarque, foca nos dias antes dele, na decisão que precisava ser tomada e que ninguém queria assumir. O roteiro, preciso ser honesto, não é extraordinário. Ele conta o que aconteceu sem grandes reviravoltas, praticamente segue a trama real. Ainda assim funciona, porque é uma parte da história que eu nunca tinha parado pra pensar antes.
O que mais me chamou atenção foi o figurino, os efeitos e o estudo histórico, muito bem cuidados mesmo sendo uma produção menor. Os efeitos são honestos, nada malfeito, e mesmo com a comparação quase inevitável com Resgate do Soldado Ryan, o filme não f**a devendo.
Andrew Scott como Capitão James Stagg e Brendan Fraser como General Eisenhower têm uma dinâmica que funciona em cena, apesar da pobreza dos diálogos. E confesso que acho muito interessante essa virada do Fraser pro drama, aqui ele entrega o suficiente pra eu acreditar nele.
O roteiro é simples, mas a produção compensa bem essa falta.
Pressão é um filme certeiro pra quem curte 2ª Guerra Mundial, honesto na produção e discreto no roteiro. Vale a sessão principalmente pra quem tem esse mesmo interesse, é o tipo de filme que deixa vontade de pesquisar depois o que é real e o que é dramatização, mas fora desse interesse específico talvez não prenda tanto.